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Uma análise histórica das influências da cultura dos povos de matriz africana sobre a identidade musical brasileira

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO DISCIPLINA DE HISTÓRIA DA

Uma análise histórica das influências da cultura dos povos de matriz africana sobre a identidade musical brasileira conic semesp br anais files 2013 trabalho 1000014337 pdf Movido pela importância das tradições da cultura dos povos de matriz africana, e pelas novas formas de manifestações culturais contemporâneas como o caso do funk carioca no Rio de Janeiro ou fluxo em São Paulo é que esta pesquisa

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Uma análise histórica das influências da cultura dos povos de matriz africana sobre a identidade musical brasileira VALDEMAR JOSÉ DOS SANTOS FILHO

Origens Segundo (HARRIS

2010,

135.),

“a tomada de Ceuta pelos portugueses,

inaugurou a era de penetração europeia no continente africano.

Em 1435,

os portugueses alcançaram o Senegal e,

houve deportação de africanos para Lisboa,

marcando assim o prelúdio da imigração forçada de africanos,

do tráfico negreiro que continuaria até a época moderna.

O professor de História da Universidade John Hopkins de Baltimore,

Franklin Knight,

afirma que em virtude de sua amplitude,

a imigração forçada dos africanos rumo às Américas,

ao Oriente Médio e à Europa,

constituiu um dos acontecimentos dominantes da História da África e do Mundo.

Segundo (ROSA

2008,

mais de quatro milhões de africanos oriundos de vários reinos e monarquias tribais.

Da Região Sudanesa,

vieram os Edos ou Binis do Reino de Benin (que existiu onde hoje é a Nigéria),

os Fons do Reino de Daomé (onde hoje se localiza a República do Benin),

os Iorubas do Império de Oyó,

vizinho à oeste do Reino de Benin (portanto também localizado onde hoje é a Nigéria).

O território da Região Sudanesa,

2005,

37–38.),

compreende os países “localizados ao longo da costa atlântica ocidental africana,

que vai do Senegal até o Golfo de Benim,

Gâmbia,

Guiné Bissau,

Guiné Conacri,

Serra Leda,

Libéria,

Burquina–Fasso,

Costa do Marfim,

Gana,

Togo,

Benim e Nigéria.

Da Região Banta,

área abaixo da linha do equador,

Sobre os povos Bantos,

Yeda Pessoa de Castro,

diz o seguinte: (...) Para o Brasil,

sua importância histórica reflete–se nos autos populares denominados de Congos e Congadas,

que tem larga distribuição geográfica no país e nos quais se guarda a lembrança do Manicongo,

título que era atribuído aos Reis do Congo (...) ( CASTRO

2005,

FACULDADE SUMARÉ – São Paulo / SP.

Autor: Valdemar José dos Santos Filho,

2013.

Orientação de Pesquisa / Iniciação Científica: Professora Doutora Silene Ferreira Claro.

O território da Região Banta,

2005,

25.),

engloba países da África Central,

Oriental e Meridional: República Centro–Africana,

Camarões,

Guiné Equatorial,

Gabão,

Angola,

Namíbia,

República Popular do Congo (Congo–Brazzaville),

República Democrática do Congo (RDC ou Congo–Kinshasa),

Zâmbia,

Burundi,

Ruanda,

Uganda,

Quênia,

Malaui,

Zimbábue,

Botsuana,

Lezoto,

Moçambique e África do Sul.

os africanos da diáspora não puderam livrar–se da influência do ambiente físico e social do lugar para onde haviam sido transportados.

Sua língua e seus costumes mudaram,

seus valores e objetivos transformaram – se (...) (HARRIS

2010,

153.)

Influências O Brasil,

1986,

12–13.),

foi o último país do mundo a abolir a escravidão negra.

“A nossa estrutura social ainda é entravada no seu dinamismo em diversos níveis pelo grau de influência que as antigas relações escravistas exerceram no seu contexto”.

A tradição e cultura dos africanos escravizados,

deixaram marcas importantes para o desenvolvimento da identidade das manifestações culturais,

artísticas e musicais da população brasileira podendo ser percebida,

através dos instrumentos e ritmos utilizados e tocados até os dias atuais,

porque o povo aprende e assimila as manifestações culturais de forma natural e transmite esse aprendizado nas mais variadas formas de expressão.

De acordo com (TINHORÃO

2008,

32.),

é possível que os escravos trazidos da África,

participavam nos séculos XVI e XVII,

de manifestações musicais particulares de brancos europeus que eram realizadas fora dos padrões impostos pelos jesuítas e pelas festas presas ao calendário religioso.

Os negros escravizados trazidos da África e crioulos1 ,

também organizavam suas festas em horários e dias de folga,

tocavam seus instrumentos e dançavam.

Essas manifestações de negros e crioulos,

segundo a denominação de José Ramos Tinhorão,

era conhecida pelos brancos como “batuques”.

tal como o exame mais atento das raras informações sobre essas ruidosas reuniões de africanos e seus descendentes crioulos deixa antever,

o que os portugueses chamaram sempre genericamente de batuques não configurava um baile ou um folguedo,

mas uma diversidade de práticas religiosas,

danças rituais e formas de lazer.

2008,

55.) 1

O termo crioulos,

é usado por José Ramos Tinhorão em suas obras,

para identificar os negros escravizados nascidos no Brasil.

O crescimento das manifestações de negros e crioulos,

chamou a atenção dos brancos e europeus,

das camadas mais baixas das cidades e vilas e estes começaram a participar das manifestações conhecidas como batuques.

A participação dos brancos e europeus,

2008,

60.),

cantos e estilos de danças e deram origem a diversos outros tipos de manifestações,

cantos e danças tais como: Fofa,

Lundu,

Fado,

Bumba–meu–Boi,

Capoeira,

Jongo,

Coco,

Tambor de Crioula,

o Samba e suas diversas variações,

as Festas de Coroação de Reis Congos: Taieira,

Congada,

Maracatu,

Cacumbi,

Ticumbi e Moçambique.

Todas essas manifestações são derivadas das umbigadas.

A umbigada era parte da coreografia dos batuques,

era o movimento corporal que caracterizava várias manifestações de folguedos (brincadeira,

festa ou dança popular de cunho folclórico ou religioso) e rituais de negros,

A seguir uma descrição de umbigada: (...) onde os dançarinos ( homens e mulheres ) aproximavam–se de frente um para o outro,

tremelicando o corpo apenas da cintura para baixo,

para culminar no tal contato “imodesto”,

ante os aplausos e gritos de estímulos dos presentes.

Era esse aproximar dos ventres que permitia a aplicação quase imperceptível,

traduzida da espécie de choque elétrico simulado,

e que levava os dançarinos a pularem para trás,

em salto simultâneo (...) (TINHORÃO

2008,

Novas reflexões Segundo (SOUZA

2002,

os sistemas sociais e religiosos,

criados pelas comunidades negras no Brasil e nas Américas têm atraído a atenção dos pesquisadores que buscam fazer conexões entre as culturas de origem dos escravos trazidos para as Américas e as culturas produzidas nas novas situações.

Marcos Napolitano,

afirma que “os trabalhos que tratam a música popular como fonte ou objeto tem crescido exponencialmente na área de história,

desde os anos 1990” (NAPOLITANO

2007,

154.).

Procuraremos analisar o “fluxo” (nome dado ao funk cariosa nas periferias de São Paulo),

como uma das formas de cultura popular produzida nas novas situações,

o que passaremos a discutir agora.

Mesmo que,

pensamos logo em James Brown2,

o funk carioca é bem diferente do estilo musical difundido pelo norte–americano citado.

Segundo (WOGEL

2007,

166.),

surgi no Rio de Janeiro nos anos 1980,

e caracteriza–se por ter conquistado a juventude pobre e suburbanas dos morros das grandes cidades.

Com influência do “freestyle music3” (estilo musical tipicamente norte–americano dos anos 1980 e 1990),

deixaram de tocar as músicas com letras em inglês e passaram a mixar as músicas com letras em português e aos poucos foram criando o que hoje é conhecido como funk carioca,

batidão ou pancadão no Rio de Janeiro,

e como pancadão ou fluxo em São Paulo.

(VIANNA

1990,

surge o “funk melody” (com músicas mais melódicas e temas românticos e que segue mais fielmente a linha musical do freestyle).

O funk melody é apontado pelos DJs cariocas como sendo a segunda fase do funk carioca.

Claudinho e Buchecha,

tornaram–se referências neste estilo de funk carioca.

Paralelamente a tudo isso,

traficantes dos diversos morros patrocinavam e divulgavam em suas festas nas comunidades,

outra vertente do funk carioca,

que é conhecido nas comunidades como funk proibidão.

O funk proibidão ou somente proibidão,

tem suas letras voltadas para a apologia ao tráfico de drogas,

uso de armas de fogo depreciação da figura feminina e maior veemência ao sexo explícito.

principalmente através da internet e de programas de Tv como o Xuxa Park,

(WOGEL

2007,

como derivados dos batuques de negros e que permanecem ainda hoje sendo

James Brown foi cantor,

compositor e irreverente performer norte–americano,

também conhecido como godfather of soul music (padrinho do soul music,

outro estilo musical norte–americano).

James Brown é apontado como um dos precursores do funk music norte–americano.

é uma forma de dançar livre.

Os dançarinos improvisam passos,

gestos e acrobacias com total liberdade de criação coreográfica.

O estilo surgiu entre a população negra das metrópoles norte–americana a partir do final dos anos 1970,

os passos de dança realizados nas ruas acompanhavam o ritmo das músicas ao estilo rap.

presenciados em diversas comunidades espalhadas pelo Brasil,

segue outros caminhos musicais.

Uma das características musical deste estilo,

é o fato de a música ser quase que na íntegra,

e aos ritmos e sonoridades eletrônica,

são acrescentadas as vozes dos DJs.

Essa característica,

provavelmente acontece devido ao estilo musical funk carioca,

ter surgido no final do século XX e início do século XXI,

com forte influência da era digital.

As manifestações culturais derivadas dos batuques que ainda permanecem na atualidade tais como: Bumba–meu–Boi,

Capoeira,

Jongo,

Coco,

Tambor de Crioula,

o Samba e as diversas Festas de Coroação de Reis,

contam com a participação de músicos profissionais ou amadores que participam das manifestações culturais,

usando instrumentos musicais acústico ou objetos que tem a função de instrumento musical.

Outra característica é que o texto,

é quase que falado e não cantado de forma melódica4,

com exceção do funk melody que é a única versão do estilo funk carioca que conta necessariamente com uma melodia.

Tanto o funk melody quando os demais estilos de funk carioca,

não requer,

Pela ausência da melodia,

na maioria das músicas ao estilo funk carioca,

torna–se mais evidente o caráter rítmico da música,

que é embalada pelo ostinato 5 das batidas eletrônicas.

Há ainda outras observações musicais sobre o estilo musical funk carioca,

mas que não cabem no presente trabalho,

um trabalho voltado à análise e discussão histórica e social e não especificamente musical.

A visão dos diversos setores da atual sociedade carioca e paulistana,

que são contrários ao movimento funk,

são diretamente influenciados pelas concepções geradas a partir dos conceitos ou até preconceitos,

formados a partir da visão religiosa,

eurocêntrica e com base nas tradições do período escravista.

Melodia: conjunto de sons disposto em ordem sucessiva.

Geralmente esse conjunto de sons é agradável aos ouvidos e torna–se característico de que tem o emite.

Os sons emitidos pelos pássaros podem ser bons exemplos de melodia,

são emitidos de maneira sucessiva formando uma melodia musical e são característico de cada espécie.

Ostinato: em música,

ostinato é a repetição contínua de algum padrão,

seja ele rítmico ou melódico.

No caso do funk carioca,

essa repetição se da nas batidas rítmicas eletrônicas.

A permanecia destes conceitos ou preconceitos,

pode ser observada por exemplo,

na fala de Caio Prado Júnior.

Mesmo sendo um grande intelectual brasileiro,

militante político filiado e eleito deputado estadual em São Paulo nos anos 1947 pelo Partido Comunista do Brasil,

em sua obra Formação do Brasil Contemporâneo,

o autor reflete uma visão um tanto preconceituosa quando se trata das camadas sociais e etnias menos favorecidas da sociedade que compõem a sociedade brasileira.

(...) Foram eles os indígenas da América e o negro africano,

povos de nível cultural ínfimo,

comparado ao de seus dominadores.

(...) A contribuição do escravo preto ou índio para a formação brasileira,

é além daquela energia motriz quase nula.

Não que deixasse de concorrer,

e muito para a nossa “cultura”,

no sentido amplo em que a antropologia emprega a expressão (...) O cabedal de cultura que traz consigo da selva americana ou africana,

é abafado,

deturpa–se pelo estatuto social,

material e moral a que se vê reduzido seu portador (...) Age mais como fermento corruptor da outra cultura,

a do senhor branco que se lhe sobrepõe (...) E a esta passividade aliás das culturas negras e indígenas no Brasil que se deve o vigor que a do brando se impôs e predominou inconteste (...) (PRADO

2004,

A visão que Caio Prado nos mostra,

neste recorte de sua obra Formação do Brasil Contemporâneo,

ao tratar da organização social,

pode ser observada em diversos setores da atual sociedade paulista,

em relação ao fluxo e pode ser comparada com a visão eurocêntrica que a sociedade colonial,

imperial e republicana tinham em relação aos batuques de negros já a partir do século XVI.

Em São Paulo,

são realizados a céu aberto,

durante o dia ou pelas madrugadas,

principalmente nas periferias.

Vamos a reflexão de José Ramos Tinhorão para analisar este contexto.

as autoridades começaram a distinguir nessas reuniões à base de danças,

cantos e ritmos de percussão o que era culto religioso daquilo que constituía apenas ritos da vida social ou mera diversão para os escravos,

os campos começaram a ser delineados.

ao mesmo tempo que as cerimônias religiosas a ser realizadas em locais abertos e às escondidas na mata,

(...) os batuques da área urbana ou da periferia dos núcleos povoados da zona rural puderam ganhar,

o caráter oficialmente reconhecido de local de diversão.

2008,

Outra prática comum nos fluxos,

é o uso pelos frequentadores de roupas e calçados de marcas famosas,

joias e muita bebida alcoólica mesmo pelos jovens menores de idade.

O Jornalista Yuri de Castro,

em colaboração para a Folha de São Paulo,

diz o seguinte: “Em São Paulo,

o funk passou a escancarar os desejos de consumo em

letras e batidas que dominam os celulares,

É o chamado funk ostentação” (CASTRO

2013,

FOLHA de S.

PAULO,

e é o que afirma Emília Viotti da Costa em,

Da Senzala à Colônia: (...) O pouco dinheiro que o escravo conseguia acumular em horas de trabalho domingueiro,

vendendo o produto de suas pequenas roças,

ou que recebia como presente do senhor,

Talvez,

esse gosto de ostentar roupas,

de avaliar os indivíduos pela maneira de trajar,

Podem morar mal e comer pior,

mas se preocupam em manter cuidada a roupa.

1998,

197.)

Uma das críticas feroz que,

regularmente é feita ao fluxo,

é de ordem moral e está relacionada diretamente às letras das músicas e as danças do funk divulgados nos fluxos.

A seguir,

um relato atual sobre o Fluxo: (...)Madrugada de sábado em São Paulo.

A trilha é de batidas fortes,

Mas ela não beija nem pega geral.

Ela quer dançar.

Bumbum para o alto e para baixo,

mãos nos joelhos,

Os homens pouco se movimentam,

observam com lascívia e imaginam se ela faz tudo isso na hora H,

embalados pelas letras que narram as sacanagens que permeiam o encontro.

2009,

Revistatrip.uol.com.br,

O relato de Tatiana Ivanovici Kwiezynsky,

pode ser comparado a dois relatos dos séculos XVIII e XIX.

Um dos relatos é de Dumouriez,

militar francês espião de Luiz XV,

um dos derivados dos batuques,

como no fandango ao som de viola mal tocada,

os movimentos extremamente indecentes,

imitam de perto o movimento do orgasmo,

e o dançarino geralmente acrescenta aos meneios gestos obscenos e palavras lúbricas que divertem o público (...) (DUMOURIEZ

2008,

O segundo relato,

é de Alfredo de Sarmiento,

1880,

falando sobre os batuques em seu Os Sertões d’ África: apontamentos de viagem.

Seu relato tem o seguinte teor: (...) Como já disse,

os cantares que acompanham estas danças lascivas,

são sempre imorais e até mesmo obscenos,

histórias de amores descritas com a mais repelente e impudica nudez.

Os relatos de Tatiana Ivanovici Kwiezynsky,

Dumouriez e Alfredo de Sarmiento,

apesar de estarem separados por mais de um século cada,

basicamente com a mesma visão em relação as manifestações culturais de matriz africana.

É extremamente importante verificarmos de que forma,

manifestações culturais contemporâneas urbanas como o caso do Fluxo em São Paulo,

como permanência das tradições dos batuques dos povos de matriz africana e como os diversos setores da atual sociedade brasileira encara essas atuais manifestações.

Marcos Napolitano afirma que “nossa vida cultural,

a se julgar pelos debates musicais,

pode ser mais orgânica do que parece”.

(NAPOLITANO

2008,

? Qual será a visão das camadas sociais dominantes na nossa atual sociedade brasileira,

em relação a cultura produzida nas periferias das camadas dominadas

? (...) Essa espécie de vergonha da própria realidade,

desenvolvendo–se principalmente entre as camadas de classe média com caráter de autêntico complexo de subdesenvolvimento,

a uma progressiva perda ou desestruturação da identidade cultural.

1998,

Uma análise sob essas perspectivas,

nos possibilita entender quais são os anseios de nossa juventude,

quais as formas que as comunidades periféricas usam para expressar–se,

a transposição das “barreiras invisíveis” que existem entre à “Casa Grande e a Senzala da modernidade”,

nos grandes centros metropolitanos brasileiro,

possibilitando o melhor entendimento de nossa atual sociedade.

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